Planetas Maléficos e Benéficos: Desmistificando Trânsitos Astrológicos - Parte 2

 

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Quem nunca ouviu que trânsitos de Júpiter são bons mesmo quando são ruins e trânsitos de Saturno são ruins mesmo quando são bons? Isso é uma falácia que vem da astrologia tradicional e clássica, que classificava os planetas como benéficos ou maléficos. Nesta classificação, Saturno e Marte eram dois maléficos, e Júpiter um dos benéficos. Dentro da mesma categorização tínhamos os aspectos fáceis e difíceis que, assim como estes planetas, eram lidos sempre como bons e ruins, independentes de qualquer outra coisa.

 

Bom, eu tenho uma opinião bem diferente a respeito do assunto. Primeiro, existem trânsitos de Júpiter que são ruins, sim! Por exemplo, um trânsito de Júpiter (planeta teoricamente benéfico) em conjunção ao Sol (aspecto favorável) pode ser difícil para um leonino. Isto porque Júpiter equivale, em linguagem figurada, a um Sol ao quadrado. E Júpiter em conjunção ao Sol equivale dizer que temos um trânsito de Sol ao quadrado somado ao Sol. Se Sol fala de ego, este transito pode gerar um período de ego agigantado, aumento de uma autoestima normalmente já elevada, aumento das expectativas de resultados e da confiança nas próprias habilidades, predispondo o nativo a tomar riscos desnecessários e a se ofender facilmente, já que ao estar mais generoso em suas relações, ele não esperará nada menos dos demais. Já para quem nasceu com um Sol sério e contido como quem tem o Sol em Capricórnio, este trânsito poderia ser positivo, mesmo se o aspecto fosse de quadratura (um aspecto difícil), porque poderia diminuir a falta de autoconfiança deste nativo ou minimizar sua dificuldade em tomar riscos, o que é bem-vindo para alguém cuja autoestima não é necessariamente aquela Coca-Cola toda. Agora, note que eu usei a palavra “poderia”. Por que? Porque, na verdade, não sabemos exatamente como vai se manifestar um trânsito sem conhecer o dono do mapa e seus comportamentos típicos diante de determinadas situações. Ou seja, Júpiter é o grande benéfico/generoso que expande tudo que toca: em um trânsito de quadratura a um Sol capricorniano ele pode tanto amenizar a praticidade e rigidez deste Sol (atuando através de um aumento da generosidade capricorniana) como pode amplia-la (colocando lente de aumento sobre as características anti-Júpiter de Capricórnio). Outros fatores no mapa podem ajudar a determinar o que vai ocorrer, mas certeza absoluta, só conhecendo o nativo e fazendo a leitura do mapa.  

 

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Agora pensemos em Saturno: conhecido como um dos grandes maléficos, a literatura indica que trânsitos de Saturno em quadratura a Vênus são negativos, porque Saturno inibe as características amorosas de Vênus e não favorece relações amorosas. Agora, pensemos neste trânsito dentro do seguinte contexto: uma mulher de Touro (que ama a rotina e estabilidade) vem vivendo um trânsito de Urano sobre Vênus há anos. Ela tenta estabelecer relações estáveis, românticas e de amizades, mas tudo em sua vida é passageiro. É um tal de gente que vem e gente que vai que não acaba mais. Aí ela entra em um transito de Saturno quadrado sobre Vênus. Como será que ela receberá este trânsito? Mesmo sendo Saturno (em teoria, um maléfico, especialmente para assuntos do coração) em quadratura (um aspecto difícil) a Vênus (planeta do amor), ela provavelmente ficará feliz da vida em estabelecer uma relação estável com alguém, seja de amizade ou romântica, ainda que esta relação seja mais fria e distante do que ela teria escolhido. Se ela esteve sob a influencia de Urano por anos, é possível que a perspectiva dela do que é frio e distante tenha mudado, e depois de vivenciar o desapego e a instabilidade uraniana, ela pode estar recebendo de braços abertos a frieza constantemente presente de Saturno. Tudo é uma questão de contexto e perspectiva.

 

Isso significa que não dá para prever absolutamente com 100% de certeza? 100%, não! Mas dá para chegar a um aproximado! Pense que ao ler um mapa natal ou trânsitos, estamos lendo símbolos. E cada símbolo tem vários significados possíveis e diferentes dentro de um contexto sem variáveis. Por exemplo, a Lua representa a mãe, o nosso lado materno, o nosso lado mulher, a mulher relevante na vida de um homem, nossas emoções, a maneira como nos relacionamos com as pessoas mais próximas, o lar, a casa, etc. Isso tudo representa e é representado pela Lua isoladamente, completamente fora de contexto, fora do mapa, sem aspectos e sem a presença de outros planetas. Agora, pense em uma Lua em Touro para alguém com Sol em Aquário e ascendente em Leão. Agora, pense que esta Lua está em oposição a Urano. Aqui eu incluí apenas 4 variáveis, enquanto em qualquer mapa temos um número infinitamente maior de variáveis a serem consideradas, e todas elas precisam ser pesadas para que a leitura seja precisa. Por isso, ao preparar mapas sem a presença do cliente, meu trabalho acaba sendo mais longo do que o de outros astrólogos: eu prefiro dar pelo menos as 3 opções mais prováveis dentro de todo o contexto do que vi do mapa do que escolher uma e errar simplesmente por me supor soberana.

 

A Astrologia é uma ferramenta para conhecimento do ser humano, uma linguagem que, como tal, precisa ser decodificada. O mapa será tão preciso quanto a experiência daquele que tenta decodifica-la e sua habilidade em comunicar o que lê.

 

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